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Deepfake em campanha eleitoral: perícia e resposta

Diante de um deepfake em campanha, o que decide o caso é a perícia: preservar o arquivo original com hash, analisar sinais de síntese em áudio e vídeo, identificar a primeira publicação e mapear a rede de disseminação. O laudo é o que sustenta remoção, direito de resposta e representação eleitoral.

Vídeo e áudio sintéticos mudaram a economia da desinformação: produzir ficou barato, e a checagem continua cara. Campanha que só desmente perde a discussão técnica. A que apresenta laudo muda o eixo do debate — de versões para evidência.

400+
casos técnicos conduzidos
5
anos em operações de defesa

A perícia precisa do arquivo, não do repost

Cada vez que o material é recompartilhado, a plataforma recomprime o áudio e o vídeo e remove metadados — e sinais de síntese se degradam com a recompressão. O arquivo mais próximo da primeira publicação é o mais analisável, e é justamente o que desaparece primeiro. Somado ao prazo de 6 meses de guarda dos registros de acesso (Marco Civil, art. 15), isso faz das primeiras horas a janela em que ainda é possível identificar quem publicou.

Escopo

O que está incluído

Entregas

  • Preservação do arquivo com hash e registro da origem da coleta
  • Análise de indícios de síntese em vídeo e em áudio, com método documentado
  • Exame de metadados, histórico de recompressão e sinais de edição
  • Identificação da publicação mais antiga localizável e do padrão de disseminação
  • Laudo técnico com o que a evidência sustenta e o que ela não permite afirmar
  • Subsídio técnico para pedido de remoção e para direito de resposta
  • Acompanhamento de reaparecimento do material após a remoção

Para quem é

  • Candidatas e candidatos alvo de áudio ou vídeo sintético
  • Coordenações de campanha e equipes de comunicação
  • Mandatos parlamentares e gabinetes
  • Partidos, federações e diretórios
  • Advogados eleitorais que precisam de laudo para instruir representação
Método

Como conduzimos

  1. Coleta

    Buscamos o arquivo mais próximo da origem, não o repost que chegou ao candidato, e preservamos com hash e registro de onde e quando foi obtido.

  2. Análise

    Exame de sinais de síntese em imagem e áudio, metadados, marcas de recompressão e inconsistências de captura, sempre por método que outro perito possa repetir.

  3. Origem

    Reconstruímos a linha de disseminação até a publicação mais antiga localizável e apontamos o que precisa ser requisitado para identificar quem publicou.

  4. Laudo

    O relatório separa o que a evidência sustenta do que apenas sugere. Conclusão que excede o dado é o que se desfaz no contraditório.

Base legal
Lei 4.737/1965, art. 323
Divulgar, na propaganda eleitoral, fato que sabe inverídico e capaz de influenciar o eleitorado.
Lei 9.504/1997, art. 58
Direito de resposta a fato sabidamente inverídico ou ofensivo, com prazos curtos contados em horas.
Lei 9.504/1997, art. 57-D
Vedado o anonimato na propaganda eleitoral na internet, base para exigir identificação do responsável.
Resoluções do TSE (por ciclo)
O uso de conteúdo sintético e de inteligência artificial na propaganda é regulamentado por resolução do TSE, reeditada a cada eleição — a regra aplicável deve ser verificada na resolução em vigor para o pleito.
Lei 12.965/2014, art. 19
A remoção de conteúdo de terceiro pelo provedor de aplicação decorre de ordem judicial específica.

A Saylar atua como apoio técnico. A preservação de prova, a análise e o relatório técnico são de nossa responsabilidade; a representação eleitoral, o pedido de direito de resposta e a estratégia processual são conduzidos por advogado eleitoral habilitado.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

É possível provar que um vídeo é deepfake?

É possível demonstrar indícios técnicos de síntese e documentá-los de forma reproduzível — inconsistências de imagem e áudio, marcas de geração, incompatibilidades de captura. A honestidade do laudo está em graduar a conclusão: em material muito recomprimido, o que a evidência sustenta pode ser menos que uma afirmação categórica, e dizer isso é parte do trabalho.

Recebi o vídeo por WhatsApp. Serve para a perícia?

Serve como ponto de partida, com uma limitação importante: o encaminhamento recomprime o arquivo e descarta metadados, degradando justamente os sinais que a análise procura. Preservamos o que chegou e, em paralelo, buscamos a versão mais próxima da publicação original, que é a mais analisável.

Qual é a regra do TSE sobre inteligência artificial na propaganda?

Existe regulamentação por resolução do TSE, e ela é reeditada a cada ciclo eleitoral — por isso não citamos número aqui: a referência correta é a resolução em vigor para o pleito em disputa, verificada pelo advogado eleitoral. O que não muda é a exigência técnica: sem material preservado, não há laudo a apresentar.

Em quanto tempo vocês entregam o laudo?

Depende do material e do escopo, e por isso não publicamos prazo fixo: prometer horas para qualquer caso seria vender o que não se pode garantir. O que fazemos na primeira conversa é dizer se o material é analisável, o que já pode ser preservado imediatamente e qual prazo é realista para aquele caso.

Contra deepfake, a resposta rápida precisa de laudo

Desmentir sem perícia é palavra contra palavra, e o vídeo continua circulando. Analisamos o material, documentamos os sinais de síntese e entregamos o laudo que sustenta remoção, direito de resposta e representação — no ritmo que a campanha exige.